boneca de porcelana. fragil, quebrável, lágrimas cristalizadas nos olhos, um suspiro com sonoridade aguda. machucava, doía. tinha medo por si, por quem merecia e porque não merecia, também. ela era o estereótipo de delicadeza, o tipo de rapariga que as pessoas costumavam prezar, o tipo de rapariga que ninguém gostaria de partir o coração. mas ele o fez (...) eles tinham um romance clichê, desses a que se assiste na tevelisão. desses que é dificil realmente existir. ele era fogo, ela era gelo. não, gelo era demasiado forte. ela estava mais parecida com agua, água morna, quente o suficientemente aquecer e fria o suficiente para apagar o fogo. ela era o sexo frágil, já ele... ele amava-a. de um geito esquistio, mas amava. gostava de brincar, não com os sentimentos, mas curtia jogar. um jogo de sedução: uma piscada de olhos, um toque inebriante. eles era completamente opostos, e a única coisa que os unia era a dependência, o toque doía, os beijos ainda mais. mas a distancia maguava-lhes o ego, a saudade rasgava o coração, era quase masoquismo. masoquismo em forma de amor doentio. a maior mentira era dizer que o que sentiam era suficiente. a maior realidade era afirmar que estavam completamente de rastos, por dentro e por fora, tanto faz. e a unica certeza que tinham era que se amavam. amava-se mais que tudo, mais que todos. amavam-se de uma maneira incrivelmente doída, mas querendo ou nao, amava-se. e só isso matava-os todos os dias.